urbanismo

Partilhamos da opinião do ilustre arquiteto e urbanista dinamarquês Jan Gehl, quando defende que a cidade é para as pessoas. No âmbito do urbanismo é importante reverter a cidade pensada para o automóvel, a favor do cidadão, fomentando mecânicas e multiplicidade de funções que resultem na proximidade humana, seja em unidades de vizinhança ou comunitárias.

É importante o respeito pela identidade e pela escala humana dos objetos e dos espaços, não podendo ser a cidade um complexo de edifícios vanguardistas onde as pessoas se encerram a trabalhar e a residir, e os espaços públicos, ruas, largos, praças, esquinas, deixados a um modernismo inerte e depurado que em nada convidam a ação pessoal. Existe intrinsecamente uma crassa e necessária relação humana entre o piso térreo do edifício, o espaço semi privado e o espaço público, sendo todos eles potenciadores de momentos sociais.

Objetivamente, a existência de vazios ou equipamentos inertes na cidade, são oportunidades para desenvolver e promover relações, mas também cabe neste âmbito a revitalização e restruturação dos ainda funcionais. É urgente estudar e refletir sobre a atual mecânica e desenho da cidade e dos seus espaços, entendendo de que forma a apropriação humana seria mais refletida.

ALCÂNTARA : Estudo e reflexão urbana

O melhor método de conhecer a forma e dinâmica urbana, é desenha-la. Foi o intuito deste exercício de reflexão do modelo urbanístico e as suas mutações com o passar dos tempos. Propusemo-nos a abstrair as circulações, arruamentos, largos ou praças, para apenas entender a métrica ou orgânica das edificações, ajudando a entender os momentos da realidade e, desta forma, compreender as suas fragilidades e necessidades. Aqui se podem encontrar os recentes e modernos edifícios geometricamente matemáticos e os antigos conjuntos orgânicos relacionados, principalmente, com o terreno e suas direções.

ALVITO EM LISBOA : Ensaio de valorização urbana

O antigo bairro do Alvito é um dos mais característicos de Lisboa, relacionado atualmente com a Avenida de Ceuta, mas anteriormente com a Ribeira de Alcântara, hoje conduzida subterraneamente pelo Caneiro de Alcântara. O passar dos tempos manteve-o numa franja de pouco interesse do ponto de vista da reabilitação, dando a cidade primazia aos conjuntos intimamente relacionados com o Rio Tejo. Este ensaio visa realçar e restruturar os vazios que o próprio bairro deixou, levando a si um conjunto de novas funções e praças interligadas que fomentam uma orgânica de percursos e momentos de pausa, que reforçarão relações de vizinhança e tentam tornar o conjunto mais interessante para habitar e visitar, imbuído nas tradições enraizadas.

ESTAÇÃO DE COMBOIOS ALCÂNTARA TERRA EM LISBOA : Ensaio de reconversão

Esta infraestrutura reflete a necessidade de atualização, como espaço deambulatório de comboios, passageiros e outros meios de transporte terreste que a assistem, mas também como espaço pertencente e não vedado à cidade. Este estudo de intervenção reflete essas necessidades e propõe algumas soluções programáticas que visam ajudar à integração urbana da peça em toda a sua envolvente e à criação de vida comunitária dessa área inerte da cidade.

EMPREENDIMENTO TURÍSTICO E EQUESTRE EM PORTIMÃO : Estudo de solução

Um terreno de generosas dimensões, adossado à marina de Portimão, foi mote para o estudo de solução de um empreendimento que vivesse da relação de mar e do tema equestre, onde se procurava implantar um conjunto de hotéis de escala reduzida e infraestruturas para concursos internacionais e treinos, sem esquecer a resposta à necessidade de serviços e meios, devidamente enquadrados mas discretos, num ambiente de conforto paisagístico.

DAKAR, SENEGAL : Estudo para edifícios habitacionais (Case Study)

Um dos prazeres da profissão de arquiteto é a possibilidade de, a partir de Portugal, poder estudar ou projetar noutros países, o que permite aprender sobre outras culturas e as suas essências. E nelas há sempre alguma coisa que pode ser aplicado em projetos futuros. Este estudo de edifícios habitacionais na cidade de Dakar, levou-nos a estudar a forma da família tipo e as suas necessidades, as tradições sociais, as métricas e capacidades construtivas, os fatores térmicos e solares e os espaços a implantar e as envolventes imediatas. Tentou-se assim respeitar o lugar e definir um sistema habitacional que se fundisse com as existências, fazendo-o pertencer como sempre pertenceu.