O percurso formativo, académico e profissional de cada um, vai revelando determinadas linhas de interesse sobre a temática associada. No nosso caso, o interesse acabou por pender para os primeiros momentos de um modernismo na arquitetura portuguesa, justamente na transição de um modernismo ainda com gestos classicistas, para um modernismo mais alinhado às influencias internacionais, que acabou por ser promovido até aos dias de hoje, o que, em determinados momentos resultou num desvanecer de identidade, isolamento e individualismo.
Essa época, enquadrada no início do seculo XX, é a nosso ver, o grande momento de viragem do paradigma da arquitetura portuguesa, que nos levou até aos dias de hoje, sofrendo em todo o percurso influencias diversas, sejam elas políticas, sociais, económicas, tectónicas, tecnológicas, ou mesmo de linguagens por vezes desenraizadas do meio.
Contudo, em todo o caminho percorrido, foram-se perdendo e descaracterizando alguns conceitos da génese portuguesa. Aos dias de hoje, e provavelmente futuros, a arquitetura beneficiaria ao voltar a incorporar determinados preciosismos anteriores que foram dispensados, mas dignos de regressar.
Essas atitudes antigas podem incorporar novamente uma melhoria na qualidade, seja ela urbana ou da própria e simples habitação. Gestos como os vasos nas escadas dos bairros lisboetas, os jardins da velha cidade onde nós em criança brincávamos sem os constrangimentos atuais ou até as dignas e espaçosas varandas dos prédios da altura, que eram criadores de relações de vizinhança e onde os canteiros eram uma presença constante. Tanto nos lembrámos dessa necessidade básica nos momentos de confinamento. Contudo, já a tivemos em tempos.
É no sentido de redescobrir essências, entender raízes e mudanças que nos propomos investigar, tentando contribuir para o conhecimento e difusão, e fazer ressurgir características antigas, ainda que modernizadas, que possam resultar em melhorias nos nossos dias, nos diversos âmbitos da arte da arquitetura.
Crónicas na revista de arquitetura “Anteprojectos”
A última crónica. Venha daí 2026 que nós seremos capazes!
Manobra distrativa do IVA a 6% na construção?
Estará a classe da arquitetura a definhar?
Galardões e descentralizações.
Cidade às porções!
Burn out académico na arquitetura
A história da arquitetura portuguesa investigada a meio gás
Juntos comemoramos os 31 anos da Revista Anteprojectos. Um marco!
A troca de peças de uma engrenagem urbana que tarda em ser substituída. Os erros da cidade no âmbito da sustentabilidade e eficiência.
A tradição da construção, como ato familiar e comunitário, associada à frágil regulamentação e à inexistência de obrigação de formação profissional dos operários tem trazido problemáticas associadas que prevalecem aos dias de hoje?
A expansão da cidade é de facto uma necessidade, mas talvez se devesse também reformular a estratégia da cidade existente. A vontade é mais importante do que a criatividade.
A primeira crónica do ano que tenta abordar a problemática regulamentar do momento. O Simplex urbanístico, a revisão da Lei dos Solos e a perca da importância da arquitetura.
Um breve artigo de parabéns e agradecimento.
Uma breve abordagem aos novos e permanentes desafios que o ano de 2024 acarreta.
Artigo que aborda a eventual perca de identidade arquitetónica em detrimento das novas tecnologias de construção. Será um problema?
Artigo que lança o mote à conferência na Feira EXPOJARDIM com os oradores, arquiteto Paulo Vila Verde, urbanista Daniel Casas Valle, arquiteto e professor César Rouco Marques e arquiteta paisagista Luísa Almendra Roque.
Artigo de investigação na revista Anteprojetos
Projetos publicados
Artigos históricos publicados
Último de um conjunto de artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Encerra-se desta forma a fase final da vida profissional de José Porto, revelando-se aos 80 anos com capacidade de encarar novos desafios, como a proposta de projeto para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Lisboa.
8º e penúltimo de um conjunto de artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Com uma idade avançada, José Porto dedica-se a um conjunto de projetos concentrados na sua terra natal, enveredando cada vez mais por uma linguagem de cariz regionalista, porém ainda com alguns casos surpreendentes.
7º de um conjunto de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Desta vez abordo alguns dos seus principais projetos na cidade da Beira em Moçambique e o seu regresso definitivo a Portugal, onde dá início à sua última fase de produção, assumindo uma linguagem afastada do modernismo pioneiro de outros tempos.
6º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Neste artigo abordamos as suas obras na cidade do Porto que ficaram marcadas como ícones do modernismo da cidade.
5º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Uma aproximação à sua obra ao norte do país e o inicio da sua incursão profissional na cidade da Beira em Moçambique.3º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Destacamos, neste artigo, o interior do Coliseu do Porto e algumas das obras do fim dos anos 30 na cidade do Porto.
4º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal. Desta vez abordamos a Casa da Vilarinha do cineasta e amigo Manoel de Oliveira e a Casa José Dias de Oliveira, fundador das industrias Riopele.2º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal.
1º de vários artigos dedicados à vida e obra do arquiteto, publicados no Jornal Caminhense, da sua terra natal.
Uma obra modernista nos anos 40. Artigo de investigação na revista Anteprojetos do mês de Março.